No icônico filme Tempos Modernos, o protagonista Charles Chaplin representa um operário de linha de montagem que tenta sobreviver em meio ao mundo moderno e industrializado. Apesar do filme ter sido lançado em 1936, retrata como ninguém o impacto da tecnologia no ambiente de trabalho.

Assim, no mundo contemporâneo, as relações humanas no trabalho estão adquirindo novas formas e caminhos para otimização do ser humano como participante do processo produtivo. Isto porque, a introdução de novas tecnologias tem sido sentida em diversos aspectos das empresas e da sociedade, seja em relação ao tipo de emprego ou qualificação profissional.

Até meados da década de 90, com a introdução da internet no Brasil, os advogados tinham um conceito de entrega do serviço muito diferente se comparado aos dias atuais, ante a escassez de computadores no país. Para os mais afortunados, os PC’s eram utilizados como modernas máquinas de escrever, em que um erro de digitação poderia ser corrigido facilmente sem grandes prejuízos.

Entretanto, com passar o tempo as coisas começaram a mudar e a internet começou a ganhar força para auxiliar no dia a dia da advocacia. Processos eletrônicos, consulta processual online, busca de jurisprudências e protocolos virtuais, foram introduzidos com as novas rotinas. E não foi só isso, a maneira de se relacionar com o cliente também mudou. Atualmente, as interações acontecem de forma diária por meio de importantes ferramentas de comunicação, como Whatssap, Facebook, Instagram, Skype e Youtube.

Deste modo, o advogado em tempos modernos tem como sua aliada a tecnologia para realizar uma série de atividades, uma vez que precisa otimizar o seu tempo que é cada vez mais valioso e escasso. Aliás, não foi só na advocacia que as mutações provocadas pelos avanços tecnológicos aconteceram, mas também do Taxi para o UBER, dos Hotéis para o AIRBNB, das agências de viagens/turismo pelo o Booking, entre outros.

Todavia, junto a toda essa tecnologia deve haver uma mudança de paradigmas, notadamente no mundo jurídico. De um lado, está o modelo tradicional de advogar, que muitas vezes é crítico e avesso às mudanças. Do outro, encontramos profissionais arrojados que não param de evoluir para se adaptarem ao novo cenário.

Esse choque de culturas pode gerar alguns conflitos, o que é bastante compreensível quando existe pontos de vistas distintos – a exemplo dos problemas vividos entre taxistas e UBER’S. Contudo, tais mudanças são inevitáveis e acontecerão naturalmente, uma vez que as tendências tecnológicas já estão em movimento e serão percebidas em benefício de todos.

É inevitável que as funções de emprego serão automatizadas, inclusive o próprio advogado. Se esquivar dessa disrupção significa mais do que resistir às novas ferramentas. É dar de ombros a uma nova cultura. É viver na contramarcha.

Autor: Thiago Pawlick

Fonte: http://www.migalhas.com.br/